sábado , 21 maio 2022
Viagem de Mario Frias para Nova York teve menos de uma atividade por dia

Viagem de Mario Frias para Nova York teve menos de uma atividade por dia

FÁBIO ZANINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A recente viagem para Nova York, nos Estados Unidos, do secretário especial da Cultura, Mario Frias, contou com menos de uma atividade por dia. Ao custo de R$ 78 mil, Frias e o adjunto Hélio Ferraz fizeram três reuniões em quatro dias, segundo as agendas públicas.


Além do lutador Renzo Gracie, eles se reuniram com Simone Genatt e Marc Routh, produtores da Broadway, e com Bruno Garcia, dono de empresa de turismo que escreveu que cuidou de traslados do secretário na cidade e o ajudou com problema de bagagens extraviadas.

Na sexta-feira (11), o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado entrou com um pedido para que o TCU (Tribunal de Contas da União) investigue os gastos da viagem, que teve deslocamento de Brasília para Nova York a custo de R$ 26 mil e sob pedido de urgência -ou seja, com menos de 15 dias de antecedência.

O procurador menciona no documento que há indícios de que os interesses pessoais de Frias e de seu secretário-adjunto vieram antes do interesse público.

Se o TCU constatar irregularidade no uso do dinheiro público, o subprocurador pede que o valor seja descontado da folha de pagamento dos secretários. Ele chama a viagem de “extravagância”.

Frias afirmou em seu Twitter que não pagou essa quantia pela viagem e que a finalidade da viagem “não foi da forma como colocaram nas inverídicas manchetes [de imprensa]”. Ele não disse, contudo, qual valor gastou nem o motivo de ter ido para Nova York.

Verifique também

STF nega impor prazo a Lira para análise de pedidos de impeachment de Bolsonaro

STF nega impor prazo a Lira para análise de pedidos de impeachment de Bolsonaro

Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram manter decisões que negaram impor prazo e determinar …