quarta-feira , 10 agosto 2022
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‘Star Wars: Os últimos Jedi’ estreia em Cuiabá

Nas próximas semanas, será comum cruzar com alguns Jedi ou Stormtroopers circulando em meio às árvores de Natal dos shoppings da cidade. Estreia nesta quinta-feira (14) “Star Wars: Os últimos Jedi”, oitavo episódio da saga com os fãs mais dedicados do cinema.

Só alguns vão aparecer fantasiados, mas todos terão muitas perguntas na cabeça. Foram dois longos anos desde que “O despertar da Força” (2015) lançou algumas das questões mais essenciais para a vida e o universo dos apaixonados pela franquia.

O que levou Luke Skywalker a se isolar no meio do nada?

Por que raios ele já não se parece com o herói esperançoso de antes?

Quem, afinal, são os pais de Rey?

De onde vem o Líder Supremo Snoke?

Qual o passado de Kylo Ren?

Para os não iniciados, “Star Wars” pode ser resumido como uma fábula sobre bem e mal, representados nas figuras dos Jedi – o “lado da luz” – e dos Sith – o “lado sombrio”. Mas, dessa vez, é um pouco diferente, diz ao G1 o diretor de “Os últimos Jedi”, Rian Johnson.

“Não é necessariamente [sobre] os Jedi e os Sith, mas a luz e a sombra, onde eles se encontram e como exploramos diferentes facetas disso.”

Johnson era só um nome promissor de Hollywood até ser escolhido para comandar o “Episódio 8”. Seu desempenho agradou tanto a Disney que ele ganhou uma nova trilogia, separada da saga principal. E diz que pretende levar as coisas a “lugares que ainda não vimos”.

Mark Hamill, o histórico Luke Skywalker, conta que já começou a sair da “zona de conforto”. No novo filme, ele retorna de vez à franquia depois de fazer só uma pontinha – sem nenhuma fala – nos segundos finais do longa anterior.

“O velho Luke Skywalker é esperançoso, otimista, feliz. O novo Luke é cínico, ermitão, pessimista”, descreve. E completa:

“É difícil oferecer todos os elementos que as pessoas querem ver em um filme ‘Star Wars’, e ainda assim surpreendê-las. E esse filme está cheio de surpresas.”

Nova geração

“Os últimos Jedi” dá continuidade à história iniciada em 2015 por J.J. Abrams, que apresentou uma nova geração de protagonistas do universo. A jovem Rey (Daisy Ridley) aparece no centro da trama, perdida entre questionamentos sobre suas origens e a Força – a tal energia que mantém a galáxia unida.

“Acho que Rey está tão curiosa quanto o público. Ela está fazendo as mesmas perguntas. De onde eu venho? Qual a minha origem? Por que estou aqui?. E [no novo filme] ela obtém algumas respostas, sim.”

A atriz, que nunca havia trabalhado em uma grande produção antes de “O despertar da Força”, diz que um dos trunfos de Johnson no oitavo capítulo é fazer grandes revelações de forma discreta.

“Rian transforma o que deveriam ser grandes momentos em coisas pequenas. Então, algo acontece e você fica tipo: ‘Espera aí, isso é o que estou pensando?’ Isso é maravilhoso porque as coisas mais poderosas da vida acontecem silenciosamente.”

Há ainda novos personagens apresentados em “Os últimos Jedi”. É o caso de Rose Tico (Kelly Marie Tran), Amilyn Holdo (Laura Dern) – ambas da Resistência – e do misterioso DJ (Benicio Del Toro). Todos têm sua chance de brilhar na história, segundo Hamill.

“Luke é apenas uma pequena peça no quebra-cabeça. Há algo para todo o mundo”, afirma.

“A combinação faz desse um dos mais desafiadores, consistentes, novos e sombrios filmes de ‘Star Wars’. Provavelmente desde ‘O Império contra-ataca’.”

Despedida

O novo filme marca a despedida de Carrie Fisher. A atriz que deu vida à princesa Leia desde o longa de estreia, “Uma nova esperança” (1977), morreu no fim de 2016, meses após concluir as gravações de “Os últimos Jedi”.

Johnson lembra que precisou decidir o que faria com a história em meio à dor da perda. “Foi estranho porque estávamos todos lidando com o sofrimento, mas também precisávamos sentar, assistir e dizer de que forma isso afetava o filme.”

“Ela nos deu uma atuação linda e completa, decidimos não alterar. Deixamos como estava para descobrir depois o que acontece”, acrescenta. Leia aparece no filme como a general líder da Resistência no conflito contra a Primeira Ordem.

Hamill, cuja carreira foi sempre relacionada à de Carrie – os dois interpretam os irmãos à frente da saga -, conta que ainda não conseguiu dar adeus à amiga. “Penso nela no tempo presente, porque ela é tão vibrante na minha mente”, diz.

“Minha vida seria muito menos interessante sem Carrie. Mesmo quando ela me deixava louco, eu a amava. Eu ainda amo.”

 

Por G1-MT

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