terça-feira , 28 junho 2022
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Modelo transexual sonha ser BBB

Aos 3 anos de idade Camila Soares não conseguia usar um vestido. Não gostava do cabelo comprido. Detestava brincadeira de menina. Aos 6, se apresentava para as pessoas como Junior. Era um nó. Na cabeça dela e de quem conviviva com ela. Na escola, apelidos como “Maria macho” eram constantes. Até poder se tornar Caio, Camila teve que engolir em seco muita coisa. “Não é uma escolha ser transexual. Nasci assim. Meu genital não conversa com meu cérebro”, diz o modelo formado em Educação Física, que se tornou uma celebridade nas redes sociais.

A redesignação sexual começou aos 19 anos. “Cortei os cabelos, passei a tomar hormônios, ainda faço o tratamento”, conta ele, hoje com 23. Paulista de Jundiaí, no interior, Caio cansou de ser apontado nas ruas. Ele garante que nunca precisou de terapia por ser bem resolvido, mas quando chega numa garota não sai contando que é trans. “Por que eu contaria? Se gostar de mim vai ser por mim. Já me achou bonito, ué. Sou mais macho que muito homem”, analisa.

A autoestima do modelo só é posta a prova ao falar do desconforto que passa nas baladas. “Eu não vou refazer minha carteira de identidade porque teria que refazer passaporte e pedir outro visto americano e me daria uma dor de cabeça. Então, quando chego numa boate é sempre uma confusão porque acham que não é meu documento”, explica.

O sonho do rapaz é ser conhecido e reconhecido. Para isso, se inscreveu ano passado no “Big Brother Brasil”. este ano, perdeu as inscrições. “Mas vou tentar em julho, o programa é a minha cara e sei que daria muito o que falar ter um transgênero na casa, mostrando que somos normais e merecemos respeito como qualquer outro ser humano”, justifica.

No Rio de Janeiro desde a virada do ano, Caio diz que está solteiro apesar de ter engatado um romance com a também modelo Amanda Marques. “Ela mora no Rio, eu em São Paulo. Namorar à distãncia não dá”, observa ele, que se considera um moço cobiçado: “Sou bem pegador”.

Na família, a mãe aceitou a transição sem maiores dramas. Já o pai… “Ele não me vê há dois anos, não nos falamos e nem sei se já viu foto minha”, conta: “Já me coloquei no lugar dele, mas também já pedi para que meus pais se coloquem no meu, porque é muito difícil nascer assim”.

 

Por EXTRA

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