segunda-feira , 8 agosto 2022
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Memórias insólitas: contos de Larissa Campos são inspirados em infância morando em um posto de combustível

Mato-grossense de coração, autora estreia pelo Selo Auroras da Penalux com “A casa
do posto”


“Cada narrativa traz seu próprio mote, mas todas envolvidas na mesma potência familiar,
memorialista, com percepções sentimentais em torno da vivência em uma casa atípica,
talvez imprópria, quem pode julgar?”
Dani Costa Russo, escritora e editora, na orelha de “A casa do posto”
“Existe subjetividade em um espaço? Onde moramos? A Casa do Posto nos instiga à reflexão
desses aspectos. Ao mesmo tempo, nos remete à transitoriedade da vida e das relações com
a memória. Recria o tempo, interrompe a estrada do passado para o futuro.”
Lívia Bertges, pesquisadora e doutora em Estudos Literários, na quarta capa
Livro de estreia da jornalista, escritora e comunicadora Larissa Campos, “A casa do
posto” reúne contos ficcionais criados a partir das memórias infantis dos quatros anos
que a autora viveu com sua família em um posto de combustível na Rodovia dos
Imigrantes na década de 1990. Publicada pela Penalux (2022, 138 pág.), a obra faz parte
do Selo Auroras, projeto dedicado apenas à literatura produzida por mulheres, e tem a
orelha assinada por Dani Costa Russo, jornalista e escritora que faz a curadoria e a edição
dos livros do selo. A quarta capa é comentada pela pesquisadora e doutora em Estudos
Literários Lívia Bertges.


O lançamento de “A casa do posto” será uma noite de autógrafos marcada para dia 9
de agosto, às 19h, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros (Av. André Maggi nº 6,
Centro Político Administrativo), em Cuiabá (MT). Na mesma data, a escritora também
lança nas principais plataformas de áudio (Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google
Podcasts e afins), o audiodrama homônimo ao seu lançamento impresso. Produzido por
Altia Podcasts, oito contos do livro receberam narração dramatizada e estarão
disponíveis para os ouvintes desses streamings.
A memória, a infância e a imaginação são os temas principais dessas narrativas que
mesclam lembranças pessoais com criação literária, se aproximando do insólito a partir
da moradia inusitada, da transitoriedade do fluxo de pessoas presente no universo da
beira de estrada, das histórias estranhas ali compartilhadas e do cotidiano de uma
família composta também por personagens crianças que crescem nesse cenário repleto
de personagens e experiências diferentes.
As principais referências literárias de Larissa Campos são duas autoras que fizeram parte
de sua formação como leitora: Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector. Por causa delas,
se tornou leitora de contos e, agora, contista. O universo de “A casa do posto”,
entretanto, também recebeu influência de três autores argentinos: Silvina Ocampo (“A
fúria e outros contos”), Mariana Enriquez (“As coisas que perdemos no fogo”) e Julio
Cortázar (conto “Casa Tomada”).
Uma infância no escritório de um posto de rodovia
A memória é uma fonte inesgotável de ideias para essa escritora que nasceu em Manaus
em 1987, morou no Rio Grande do Sul na primeira infância, mas se considera matogrossense de coração. Segundo a autora, desde a adolescência, quando começou a
escrever, já pensava em criar a partir dessa vivência de ter os três cômodos do escritório
de um posto de rodovia transformado em lar, mas foi no início de 2020, com o
falecimento de seu avô Álvaro de Campos, que o desejo se fez matéria como uma forma
de lidar com a perda e assim “A casa do posto” começou a tomar forma. O livro é
dedicado a ele.


Com a epígrafe de Cortázar dizendo “Gostávamos da casa porque, além de ser espaçosa
e antiga (…), guardava as lembranças de nossos bisavós, do avô paterno, de nossos pais
e de nossa infância”, a autora reitera que o universo de seu livro de estreia é, antes de
tudo, afetivo, ainda que carregado de complexidade.
Além de inspiração, a percepção do tempo se faz presente na construção dessas
histórias já que, como Larissa Campos afirma, os personagens dos seus contos também
empreendem um mergulho na memória, relembram os tempos em que viveram nesse
lar improvisado e as histórias que movimentaram os dias. As pessoas são feitas de
histórias e a autora usa isso como subterfúgio de escrita e criação.
Esse interesse da autora em escrever a partir de fatos biográficos se desdobra além de
seu primeiro livro: “Recentemente comecei a escrever um romance, projeto que batizei
de “Ilha das musas” e que também possui inspiração em um fato familiar”.
“O futuro é uma parada, outro não-lugar, um posto de gasolina na rodovia do sertão desconhecido.”
“A casa do posto”, de Larissa Campos (pág.10)
Acompanhe Larissa Campos no Instagram: @laricampos10
Adquira “A casa do posto” via editora Penalux:
https://www.editorapenalux.com.br/loja/a-casa-do-posto
Acesse o site da autora: www.laricampos.com
com.tato – curadoria de comunicação


Assessoria de imprensa do escritora Larissa Campos
Jornalistas responsáveis: Karoline Lopes e Marcela Güther
Contato: marcela@comtato.co ou (47) 9.9712-5394

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