segunda-feira , 16 maio 2022
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Mato grosso ganha apoio na luta contra a depressão na infância e adolescência

Foto: MARIO ALBERTO GALVÃO OKAMURA

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice de crianças e adolescentes diagnosticadas com depressão aumentou de 4,5% para 8% nos últimos dez. O índice representa um crescimento de 43,7%. Com intuito de assistir de forma mais eficaz, mudando a realidade desse cenário, o projeto de lei nº 110.22, de autoria do deputado Dr. Gimenez (PV), institui a “Campanha de conscientização sobre a depressão infantil e na adolescência em Mato Grosso”. A campanha tem por objetivo promover ações educativas para alcançar uma compreensão mais ampla sobre a doença nesse grupo. 

 “Parece que não, mas a depressão ainda é um assunto novo, principalmente no Brasil. A doença no adulto é alvo de muito preconceito, além de pouco assistida. Nosso sistema de saúde público, por mais que tenha avançando, precisa de muitas melhorias. Agora imagina o quanto é preocupante o quadro da doença em crianças e adolescentes? E como médico sempre trouxe comigo que a informação sozinha não basta. Ela precisa ser trabalhada para conscientizar. Nestes casos, conscientizar os pais ”, explica. 

Segundo o parlamentar, é muito comum encontrar vários materiais informativos pelas unidades de saúde, porém esses materiais somente expostos não alcançam o objetivo de mudar a mentalidade da população quanto à depressão. Para ele, os informes precisam da presença humana – e bem preparada. 

“O material exposto friamente sobre uma mesa não vai conseguir ‘tocar o ponto’ chave para mudar o comportamento das pessoas.  Precisamos parar de olhar para quantidade e focar em qualidade. Não são quantas pessoas você entregou informação. São quantas pessoas você conseguiu fazer refletir. A maioria da população nem compreende a profundida da doença. Ela necessita de bem mais do que a entrega de material informativo. Por isso, a proposta da campanha”, acrescenta. 

Dr. Gimenez também chama a atenção para os médicos pediatras. “Os médicos conversem com os pais sobre o tema, mantenha a pauta no diálogo das consultas. Nosso desafio é mostrar que a depressão pode e deve ser falada.  Estar com ela não invalida diante de nada o indivíduo”, conclui. 

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