sábado , 25 junho 2022
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Leis relacionadas à prevenção e tratamento do diabetes passam pela ALMT

O corretor de imóveis Samuel Santana mudou o estilo de vida após ser diagnosticado com diabetes.

Foto:
Ronaldo Mazza

O médico Samir Costa Ribeiro destaca a importância da aferição regular da glicemia nas pessoas com diabetes.

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Ronaldo Mazza

No próximo dia 26 de junho é celebrado o Dia Nacional do Diabetes, uma doença metabólica que atinge 15,7 milhões de pessoas no Brasil e mais de 537 milhões em todo o mundo. Para dar mais qualidade de vida às pessoas, prevenir a doença e garantir tratamento de qualidade, 24 projetos de lei tramitam na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e seis leis ordinárias foram sancionadas entre os anos de 1999 e 2022 com políticas e iniciativas voltadas para pessoas com diabetes.

Entre as leis aprovadas, recentemente, está a Lei 11.462/2021 que estabelece a Política Estadual de Prevenção do Diabetes e de Assistência Integral à Pessoa Diabética, de autoria do deputado Eduardo Botelho (União). O dispositivo legal prevê a realização de campanhas de divulgação e conscientização sobre a importância e a necessidade de medir regularmente os níveis glicêmicos e de controlá-los. 

Além disso, a política também estabelece uma série de ações para garantir o acesso da população aos serviços multidisciplinares de prevenção e tratamento e o estímulo à pesquisa em Mato Grosso.

O médico Samir Sebastião da Costa Ribeiro explica que o Sistema Único de Saúde (SUS) é a porta de entrada das pessoas aos serviços de prevenção e tratamento e é fundamental que esse trabalho tenha uma atenção especial às pessoas com diabetes ou propensas à doença. “O trabalho do SUS é referência mundial, por meio dos agentes de saúde conseguimos identificar e controlar as doenças por meio de programas coletivos e interdisciplinares”. 

Existem três tipos de diabetes, sendo o de tipo I uma deficiência do pâncreas que não produz insulina em quantidade suficiente, essa categoria geralmente se manifesta quando a pessoa é criança ou jovem e requer o uso de insulina para suprir a deficiência. 

O diabetes tipo II é uma resistência do organismo à insulina, geralmente provocada pelo excesso de peso. Nesses casos, é adotado o uso de medicamentos e é necessária a mudança de hábitos para perda de peso. Existe ainda o diabetes gestacional, desenvolvida na mãe a partir da 20ª semana de gravidez e que pode trazer complicações tanto para o bebê quanto para a genitora.

O maior desafio, segundo o médico, é conscientizar o paciente sobre a importância de fazer o tratamento e a mudar hábitos alimentares e fazer exercícios físicos. “Os tratamentos atuais são muito eficientes, estão em constante atualização, mas se o paciente não aderir ou não mudar sua rotina, com o tempo os medicamentos deixam de atender conforme o esperado porque há uma saturação, principalmente quando é do tipo II”.

Do mesmo modo, quando o paciente consegue se adaptar a um estilo de vida mais saudável, a doença pode ser revertida. Foi o que aconteceu com o corretor de imóveis Samuel Santana, 37. Depois de reparar que estava urinando mais vezes do que o normal, decidiu investigar o que estava acontecendo. Ele passou por uma série de exames e ouviu dos médicos que, se não mudasse seu modo de vida, poderia não ver suas filhas crescerem. Ele já estava com diabetes, hipertensão e correndo sérios riscos de enfartar. 

“Saindo da consulta, fui direto para casa chorar, ela falou uma verdade que muitos não querem ouvir, mas devemos cuidar da nossa  saúde como cuidamos de uma filha, para ter tempo para cuidar  da filha. Isso marcou muito minha vida, porque a saúde só é importante depois que perdemos”, afirma. 

Samuel cortou bebidas alcoólicas, fez uma reeducação alimentar e passou a pedalar. Hoje está 30 quilos mais magro e já se livrou de todos os remédios.

Sintomas – Identificar o quanto antes é fundamental para evitar complicações e quatro sintomas são considerados chaves neste processo, os chamados “4P”. São eles a poliúria (excesso de urina), polidipsia (excesso de sede), polifagia (excesso de apetite) e perda involuntária de peso. Outros sintomas que podem ser considerados suspeitos são fadiga, fraqueza, letargia, prurido cutâneo e vulvar e infecções de repetição.

Tratamentos – Os cuidados com a diabetes variam de acordo com o tipo de doença e com o perfil de cada paciente. Nos casos de diabetes tipo I, a maioria dos pacientes precisa fazer uso de insulina, que pode ser injetável ou por meio de bomba de infusão, um dispositivo que é colocado no braço e libera insulina conforme a necessidade do organismo. 

Para as pessoas com diabetes tipo II, o tratamento geralmente agrega medicamentos com dieta e práticas de exercícios físicos. Em todos os casos, o médico Samir Costa Ribeiro destaca a importância da aferição da glicemia para evitar complicações como cetoacidose diabética, considerada uma emergência médica com recomendação de procura ao Pronto Socorro.

Segundo o médico, o diabetes também é a principal causa de transplantes de rim e também motivo de amputações e cegueiras.

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