quinta-feira , 26 maio 2022
c0a636de439b5b65979148d3e016a47161fa96b4c5450

Lei garante tratamento para retinoblastoma

Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Mato Grosso oferece o tratamento para retinoblastoma nas redes públicas e privadas. A iniciativa está em vigor desde 2019 quando foi publicada a Lei 10.927, de autoria do deputado Eduardo Botelho (DEM), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).  

A lei amplia o atendimento a crianças de até cinco anos, seguindo os moldes da Constituição estadual. Retinoblastoma é um câncer que afeta os olhos, geralmente antes dos quatro anos de idade e tem como principal manifestação o reflexo brilhante no olho doente, parecido com o brilho que apresentam os olhos de um gato no escuro. As crianças vítimas dessa doença podem ficar estrábicas (vesgas); sentir dor nos olhos e até mesmo perder a visão.  

Recentemente, o apresentador Tiago Liefert e sua esposa jornalista Daiana Garbin causaram comoção em rede nacional, ao falar sobre o diagnóstico dessa doença na filha Lua, de apenas 1 ano e 3 meses de idade. Chamaram a atenção para a importância do diagnóstico precoce e acesso ao tratamento, fazendo o alerta para as famílias que têm crianças pequenas.  

“É uma lei de suma importância que garante o tratamento na rede pública e privada”, assegura Botelho.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), neste ano, até o momento, não há registro de solicitação na rede ddo Sistema Único de Saúde (SUS) para esse tipo de tratamento.

Contudo, a SES garante que o estado está preparado para atender os pacientes que necessitarem desse tratamento, através do SUS nos seguintes hospitais: Hospital Geral Universitário, com o serviço de Hematologia; no Hospital de Câncer de Mato Grosso/ Associação Mato-grossense de Combate ao Câncer – AMCC, Unacon com serviços de Radioterapia, Hematologia e Oncologia Pediátrica; no Hospital Estadual Santa Casa, com serviços de Radioterapia e Oncologia Pediátrica; no Hospital Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis, e no Hospital Santo Antônio/ Fundação de Saúde Comunitária de Sinop.

Alguns casos de retinoblastoma são hereditários e o diagnóstico precoce nos recém-nascidos é fundamental. O exame é feito com as pupilas bem dilatadas e, em geral, não se realiza biópsia. Os tumores pequenos podem ser tratados com métodos especiais, que permitem que a criança continue a enxergar normalmente. Nos casos adiantados, é preciso retirar o olho e complementar com quimioterapia ou radioterapia.

 

 

 

 

 

 

Verifique também

6e037f78-df6e-4a7e-85bb-e6c08e853990

Defesa territorial é fundamental para assegurar proteção de mulheres e crianças yanomami, defende MPF em audiência pública

Durante debate na Câmara dos Deputados, procurador apontou o garimpo ilegal como principal fator de risco para a comunidade indígena