sábado , 27 novembro 2021

Nos quatro primeiros meses do Plano Safra 2021/2022 (julho a outubro), foram contratados R$ 124,5 bilhões por produtores rurais, cooperativas e agroindústria. O montante é 39% maior em comparação ao mesmo período da safra anterior, resultado de 843 mil operações (+2%). Os números estão no balanço do crédito rural divulgado, na quinta-feira (4), pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Em quatro meses, contratações do Plano Safra 2021/2022 chegam a R$ 124,5 bilhões

Nos quatro primeiros meses do Plano Safra 2021/2022 (julho a outubro), foram contratados R$ 124,5 bilhões por produtores rurais, cooperativas e agroindústria. O montante é 39% maior em comparação ao mesmo período da safra anterior, resultado de 843 mil operações (+2%). Os números estão no balanço do crédito rural divulgado, na quinta-feira (4), pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

Os investimentos avançam em ritmo forte, com contratações superiores a 55% do volume em relação à safra passada. No balanço, o saldo para novas contratações de investimento é de 47% da programação inicial, ou seja, ainda restam R$ 34,3 bilhões distribuídos nos diferentes programas.

Até o final de outubro, os programas com maior comprometimento de recursos foram o Moderfrota (75%), Procap-Agro (61%), Proirriga (55%) e Inovagro (54%). Não menos intensas foram as contratações em linhas de financiamento de investimentos por meio de fontes não equalizadas, como Fundos Constitucionais, Poupança Rural e outras fontes livres, em que 62% já foram utilizados.

O destaque desse período foi para o Inovagro, que conseguiu reagir em suas contratações, e neste momento, apresenta variação positiva de 12% em relação à safra passada. Os ajustes realizados nas normas deste programa, e também do Moderagro, devem ter contribuído para esse aumento.

Programa ABC

No Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), as contratações até o momento correspondem a 43% dos recursos programados. Embora a maioria seja para investimentos em sistemas de plantio direto na palha e em recuperação de pastagens degradadas, observa-se que o financiamento para plantio florestal mais que dobrou e a adequação/regularização ambiental aumentou em cerca de quatro vezes.  

Além disso, a novidade verificada em outubro foi o início das contratações de investimentos, no âmbito do Programa ABC e PCA, com recursos provenientes da fonte Recursos Obrigatórios.

No ABC, foram quatro contratos totalizando R$ 8 milhões, e no PCA, dois contratos num total de R$ 62,8 milhões.

O diretor do Departamento de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, espera que operações similares se intensifiquem nos próximos meses.

No agregado, as fontes de recursos Obrigatórios (MCR 6-2), Poupança Rural (com subvenção Econômica), Poupança Rural Livre, LCA e BNDES (também com subvenção econômica) representaram 83% do montante contratado.

De acordo com a avaliação da SPA, a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) teve uma boa recuperação nas liberações de outubro, especialmente no custeio e comercialização, com aumento de 56% no número de contratos e 18% no valor contratado, comparativamente ao mesmo período da safra passada.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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