sábado , 13 agosto 2022

Comissão de Ética decide apurar uso de aviões da FAB por 9 ministros

A Comissão de Ética Pública da Presidência informou nesta segunda-feira (27) ter aberto um processo para apurar o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por nove ministros do governo (veja lista mais abaixo).

Segundo informou o presidente da comissão, Mauro Menezes, o procedimento foi aberto a partir de uma reportagem publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, segundo a qual, de janeiro a outubro deste ano, ao menos seis ministros visitaram mais as bases eleitorais do que outros estados.

Menezes disse, ainda, que os ministros terão até dez dias para esclarecer o uso das aeronaves. A intenção, afirmou, é apurar se foram viagens a trabalho ou “desviadas” para atividades políticas.

“Abrimos um procedimento para que cada um desses ministros justifique não apenas a utilização das aeronaves da FAB em relação a essas viagens, como também se essas viagens, tidas como viagens a serviço, foram aproveitadas como tais ou se foram em parte desviadas para outras atividades de interesse político-partidário”, afirmou.

O processo aberto pela Comissão de Ética nesta segunda vai apurar a conduta dos seguintes ministros:

Helder Barbalho (Integração Nacional);

Leonardo Picciani (Esporte);

Ricardo Barros (Saúde);

Ronaldo Nogueira (Trabalho);

Marcos Pereira (Desenvolvimento, Indústria e Comércio);

Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações);

Mendonça Filho (Educação);

Osmar Terra (Desenvolvimento Social);

Sarney Filho (Meio Ambiente).

Esclarecer os fatos

Segundo disse Mauro Menezes nesta segunda, a abertura de um processo não indica que os ministros cometeram infrações de natureza ética. O procedimento, acrescentou, servirá para esclarecer os fatos.

“As viagens a serviço continuam e elas precisam ser objeto de prestação de contas permanentes”, disse Menezes.

A Comissão de Ética foi criada em 1999, durante o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, para apurar a conduta de integrantes da alta administração pública federal. A comissão analisa, por exemplo, casos em que há suspeita de conflito de interesse.

 

Por G1

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