segunda-feira , 27 junho 2022
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Capitão de submarino disse que faria última viagem

Cada hora que passa fica mais improvável encontrar os tripulantes do submarino argentino vivos ou em bom estado de saúde. A cada momento, histórias comoventes de pessoas que embarcaram na viagem começaram a aparecer. Uma delas é a do capitão ARA San Juan, Pedro Martín Fernández, que prometeu à mãe que aquela seria a sua última viagem e que depois, trabalharia apenas em terra firme. Aos 45 anos, e pai de três filhos, Fernández morou na infância e na adolescência em San Miguel de Tucumán. As últimas informações da Marinha Argentina são de que uma explosão pode ter acontecido no local em que a embarcação perdeu contato. 

Emma Nelly Juarez fez a revelação ao jornal La Gaceta. A senhora de 80 anos está em estado de choque emocional por causa do desaparecimento do filho. Na casa dela, na província de Tucumán, amigos, familiares e vizinhos tentam confortar a mulher. Ainda sem notícias concretas, o sentimento de todos é de tristeza e de angústia. A mãe, orgulhosa ao lembrar das façanhas do filho, contou também à imprensa que o capitão já viajou pelo mundo inteiro. 

Conforme conta a mãe, Fernández sempre quis entrar no exército. Mas, por causa de uma leslesão em uma partida de rúgbi, o capitão acabou indo para a Marinha, onde fez carreira. Emma relata que sempre espera ansiosa a visita do filho, a nora e os três filhos nas férias de julho e também nas festividades de final de ano. Recentemente, o capitão havia se mudado para Mar Del Plata, onde morava com a esposa que conheceu ainda aos 14 anos, na escola em que estudava. 

A notícia de que houve uma explosão no dia em que foi perdida a comunicação com o submarido deixou os familiares dos 44 tripulantes em dor e indignação. Todos tinham esperanças quando foram chamados na base naval de Mar Del Plata. No entanto, foram chamados para receber a notícia, que pode decretar o que aconteceu com a embarcação. Jessica Gopar, mulher de Fernando Santili, eletricista do submarino, chorava indignada, afirmando que foi ali para saber que era viúva após oito dias de buscas. A mulher afirmou ainda que uma placa e homenagens não vão servir após a trágica notícia.

Muitos familiares disseram sentir-se enganados com a informação. Para eles, a Marinha Argentina sabia desde o início o que havia acontecido e só tiveram coragem de noticiar agora. Os parentes das possíveis vítimas afirmaram que souberam que o submarino está a 3 mil metros de profundidade, mas que os representantes do governo não tem coragem de afirmar se estão mortos ou vivos. O comunicado teve que ser interrompido, já que muitos familiares ficaram agressivos com a notícia. 

 

Por NEWS 365

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